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Os
projetos de redução de emissões
mais atraentes são aqueles em que a energia
obtida a partir do gás recuperado pode ser
utilizada ou vendida. O valor da energia derivada
do gás compensa de sobra o custo de recolhimento
e processamento deste.
Existem três enfoques primários para
o uso do gás recuperado: (1) uso local direto
do gás (seja no mesmo lugar ou nos arredores);
(2) geração de eletricidade e distribuição
através da rede de energia; (3) injeção
numa rede de distribuição de gás.
O uso local direto do gás freqüentemente
resulta no enfoque mais simples e o que apresenta
uma melhor relação custo-eficiência.
O gás de qualidade média pode ser
utilizado de muitas formas, entre as quais se encontram
as seguintes: uso residencial (cozinha, aquecedores
de água, calefação), combustível
de caldeira para a calefação do distrito
e diferentes usos industriais que precisam de calor
ou vapor no seu processo (como na fabricação
de cimento ou vidro e a secagem de pedra).
Se o uso direto não resulta prático,
o gás pode gerar eletricidade ao ser empregado
como combustível para uma turbina ou um motor
de pistons. Caso não se precise de eletricidade
no lugar, pode distribuir-se através da rede
de energia local. Este enfoque pede uma coordenação
estreita com as autoridades encarregadas da energia
elétrica.
Cada caso particular pode apresentar outras opções
para a utilização da energia. Por
exemplo, o gás comprimido pode ser utilizado
para acionar caminhões recolhedores de lixo
para que o leve até o aterro ou a um lixão
aberto. Outra possibilidade é que se necessite
gás nas proximidades, por exemplo para uma
estufa com calefação. No entanto,
as anteriores são aplicações
funcionais que não demonstraram ter uma boa
relação custo-eficiência nos
países em vias de desenvolvimento.
Fonte: Uma guia para o mitigation do methane projeta - USEPA - novembro 1996 |
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