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O
problema da gestão de resíduos
sólidos (SWM, sigla em
inglês) |
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A
região da América
Latina e do Caribe (ALC) tem um
índice alto de urbanização;
em média, 75% dos 500 milhões
de habitantes vivem em cidades,
principalmente grandes cidades,
o qual produz uma concentração
de resíduos sólidos
e, como conseqüência,
problemas de administração
de resíduos. A maioria
das cidades da ALC ainda têm
uma administração
de resíduos sólidos
que utiliza lugares abertos, o
que ocasiona problemas de lixiviação,
poluição de águas
subterrâneas e superficiais
e expulsão de gás
de aterro sanitário na
atmosfera. As cidades mais importantes
e prósperas da ALC começaram
a melhorar suas práticas
de disposição dos
resíduos e aplicaram os
aterros sanitários; no
entanto, ainda não se ocupam
do tema do tratamento e reutilização
das emissões de gás
de aterros sanitários.
No passado algumas cidades do
Chile recolheram ativamente gás
de aterros sanitários para
utilizá-lo na produção
de energia. Atualmente, só
uma cidade recolhe o GAS e gera
energia elétrica: Monterrey,
México (com apoio GEF)
e outras duas, Nova Gerar no Brasil
e Maldonado no Uruguai (com apoio
GEF), planejam fazê-lo.
Em contraste com este uso limitado
do GAS na ALC para obter benefícios,
a experiência no mundo mostra
que existem mais de 1200 fábricas
de GAS para obter energia. Assim,
caso se dêem condições
de mercado propícias, existe
uma oportunidade significativa
de incrementar a recuperação
e utilização do
GAS de aterros sanitários
na região da ALC. |
Por
que resulta de interesse para
o Setor Ambiental e de Energia
da região Latino-americana
do Banco Mundial? |
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A captura do GAS se ocupa de duas
das principais preocupações
globais e locais: colabora no
melhoramento das práticas
de SWM ao considerar questões
de saúde segurança,
e reduz as emissões de
metano, um potente gás
que produz aquecimento global;
Os lucros resultantes da comercialização
dos créditos de carbono
e a energia representam um incentivo
econômico que pode gerar
fundos adicionais e catalisar
melhores práticas na SWM,
principalmente em cidades que
planejam desenvolver instalações
de disposição definitiva,
com a conversão de lixões
abertos em aterros sanitários;
Os principais riscos ambientais
e de saúde relacionados
com as pobres práticas
de SWM evidentes na América
Latina e outras regiões
são a poluição
de águas subterrâneas
e superficiais, poluição
do solo, efeito estufa, portadores
de infecções, poluição
da cadeia alimentícia,
pobre qualidade do ar, explosões
e incêndios acidentais,
maus cheiros, etc. |
Mais
detalhes acerca da obtenção
de energia a partir de aterros
sanitários |
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A
colheita e utilização
possível do GAS normalmente
se limita aos aterros sanitários
grandes e profundos (por exemplo,
mais de um milhão de toneladas
de resíduos no lugar, com
uma profundidade de 12-20 metros).
Também é necessário
que o projeto de GAS possa ser
interconectado a uma rede urbana
de energia ou a uma rede de distribuição
de gas, ou que se localize perto
de algum usuário final
de energia. No caso da ALC, isto
limita as aplicações
prometedoras a cidades grandes
e médias. Na ALC, atualmente
existem 117 cidades com uma população
superior aos 500,000 habitantes,
com um total de 225 milhões
de habitantes, e que geram uns
74 milhões de toneladas
por ano (tpd) de resíduos
sólidos. Supondo que a
metade destas cidades estivessem
dentro dos critérios gerais
expostos anteriormente para os
projetos de GAS factíveis,
calcula-se que o potencial anual
de geração de energia
a partir de GAS seria da ordem
de 800 MW (caso se dêem
condições de estado
estável e 30% de eficiência
de conversão) . Para uma
cidade com uma população
de um milhão que gera ao
redor de 740 tpd de resíduos
sólidos (270.100 toneladas/ano),
o potencial anual de produção
de energia seria de 5,9 MW.
Deste modo, caso se estabeleça
um mercado internacional de carbono,
é provável que o
incentivo para gerar créditos
de carbono da captura e uso de
GAS seja alto nas cidades da ALC,
já que não só
se reduziriam diretamente GHGs
ao reduzir as emissões
de metano na atmosfera, como também
se pouparia combustível
fóssil caso se utilizasse
o gás para obter energia.
O mercado potencial internacional
de carbono na ALC a partir da
exploração de GAS
poderia ser da ordem de US$ 100
milhões por ano.1 Esta
cifra poderia aumentar, posto
que na atualidade o cálculo
não considera o carbono
que se substitui dos combustíveis
fósseis. Também
deve-se chamar a atenção
que, provavelmente, o custo real
de diminuição do
carbono para o GAS seria ao redor
de US$4/tC para as cidades grandes,
baseado nos projetos de GAS existentes
na carteira GEF e os cálculos
publicados. Assim, é uma
opção muito competitiva
para a diminuição
do carbono. 
Dado o atual desenvolvimento limitado
dos projetos de GAS na ALC, e
a prometedora demanda potencial
para investimentos em GAS e o
abastecimento de energia correspondentes,
o escritório regional para
a ALC do Banco Mundial (LCR) se
encontra em processo de formular
uma estratégia regional
sobre gás de aterro sanitário.
Este projeto contribuirá
com tal esforço. Embora
se garanta uma estratégia
agressiva para a recuperação
e utilização de
GAS na região, o sucesso
desta dependerá de que
se conte com capacidade local
suficiente para a administração
de resíduos urbanos, assim
como marcos de políticas
nacionais para uma gestão
ambiental e de energia não
convencional. |
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